H I S T O R I A

PESQUISAS DO MESTRE GARÇA


O estudo faz parte de um bom praticante, razão que precisamos conhecer essas historias que dão origem a arte que praticamos.


De 1951 a 1954, volta nos braços do povo à presidência da República, Getúlio Dornelles Vargas. Mas desta vez, crises políticas enormes o levariam ao suicídio em 24 de agosto de 1954. Mesmo assim, enfrentando problemas e sem concluir o mandato, em apenas 3 anos Getúlio Vargas criou o Ministério da Saúde, a Petrobrás, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE), o Conselho Nacional de Pesquisas e a Comissão Nacional de Política Agrária.
É de se chamar a atenção a atuação de Getúlio, Dutra e outros governantes anteriores, que fizeram grandes realizações em meio a um mar de tormentas e ainda deram o pontapé inicial em outras obras. Há algum tempo os governantes atuais reclamam que 4 anos de mandato é MUITO POUCO para fazer qualquer coisa...Por isso, Fernando Henrique Cardoso, que viria a ser presidente do Brasil em 1994, conseguiu aprovar a reeleição para mais um mandato, o que deu a ele e ao atual presidente Lula, 8 anos de poder (para poder) fazer alguma coisa...Desculpem o trocadilho. Foi irresistível.

Com a morte de Getúlio, mais um mandato tampão e mais problemas. Assume a presidência do Brasil de 24 de agosto de 1954 a 09 de novembro de 1955, João Fernandes Campos Café Filho, que procurou aperfeiçoar as instituições democráticas e conter a crise política iniciada no último governo Vargas. Mas Café Filho teve o azar de ficar doente e, afastado para tratamento médico, quando voltou o Congresso Nacional já havia decretado seu impedimento para voltar ao cargo.
Vargas e o governo militar pós 64, foram criticados por fechar o Congresso Nacional. Mas você sabia que o Congresso Nacional pode fechar a porta a um mandato presidencial? A História registra tudo...

Carlos Coimbra da Luz foi, em toda a História política do país, o presidente com o menor mandato: ele ocupou o cargo de presidente por dois dias apenas. De 09 a 11 de novembro de 1955. Como era o presidente da Câmara dos Deputados e com o impedimento de Café Filho, ele teve que assumir. Como a crise política continuava, ele foi deposto pelo então Ministro da Guerra, general Teixeira Lott.

Coube a Nereu de Oliveira Ramos terminar o mandato até às eleições, ganhas por Juscelino, que foi empossado em 31 de janeiro de 1956. Como presidente do Senado, Nereu já havia ocupado o cargo de presidente na ausência do general Dutra, e assim voltou a ocupar o cargo novamente, com a deposição de Luz.

De 1956 a 1961, o Brasil foi governado pelo médico mineiro Juscelino Kubitscheck de Oliveira, que entrou para a História pela implantação da indústria automobilística no país e pela construção de Brasília, a nova capital do Brasil.
Além disso, Juscelino implantou a indústria da construção naval, criou incentivos à industrialização e exportação de minérios, a estrada Belém-Brasília, integrando a Amazônia e criou o Conselho do Desenvolvimento, investindo também em energia e transportes. Para não fugir à regra dos seus antecessores, o presidente Juscelino ainda teve que enfrentar as sublevações militares de 1956 e 1959, conhecidas por revoltas de Jacareacanga e Aragarças.

Em 1961, sob o marketing do “varre, varre vassourinha”, o professor Jânio da Silva Quadros é eleito presidente do Brasil e, no mesmo ano, renuncia, sem ninguém até hoje saber o verdadeiro motivo. Fora a criação da Lei das Diretrizes e Bases da Educação, o que Jânio fez em seus 7 meses de mandato foi reatar relações diplomáticas com a Rússia comunista e condecorar com a Ordem do Cruzeiro do Sul, comenda máxima a ser outorgada a uma personalidade, a Ernesto Guevara, ministro de Cuba.
Fora essas “heresias” dentro da ótica militar, Jânio ainda tinha como vice João Goulart, que na época da sua renúncia, estava na China comunista, não se sabe fazendo o quê...

E vai mais um tampão! De 25 de agosto de 1961 a 07 de setembro do mesmo ano, assume a presidência da República Paschoal Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados. O vice de Jânio, como visto acima, estava em missão oficial na China. Mazzilli ainda voltaria à presidência do Brasil em mais uma “tampada”, de 2 a 15 de abril de 1964, quando terá início o Governo Militar, que se estenderá até 1985.
Mas antes de sair, Mazzilli introduziu no Brasil o regime parlamentarista, igualzinho na Itália de seus pais...

De 1961, após voltar da China, até 02 de abril de 1964, assume a presidência do Brasil João Belchior Marques Goulart (Jango). Ele criou o Ministério do Planejamento e elevou o território do Acre à categoria de Estado. Fez voltar o regime presidencialista e foi deposto pela chamada Revolução de 1964

Após a deposição de Jango, assumiu como presidente da República o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, governando de 1964 a 1967, quando perdeu a vida num acidente aéreo. Em seu governo foi elaborada a nova Constituição, sistematizados a distribuição da receita e o regime tributário e foi criado o FGTS. Castelo Branco também promoveu a unificação da Previdência Social.

De 1967 a 1969, o presidente da República foi o marechal Arthur da Costa e Silva, que consolidou a revolução dando cumprimento à Constituição de 1967. Foi adotada uma política econômico-financeiras com abertura de crédito às empresas e instituída uma taxa flexível de câmbio para estimular o comércio externo. Costa e Silva ainda adotou o Plano Nacional de Comunicação, dinamizou a política de transportes com a pavimentação de novas estradas e iniciou as obras da ponte Rio - Niterói, que leva seu nome.
Vítima de uma trombose cerebral, ele também não concluiu seu mandato, sendo substituído até 30 de outubro de 1969 por uma Junta de Ministros Militares

De outubro de 1969 a 15 de março de 1975, o presidente foi o general Emilio Garrastazu Médici. Ele buscou equacionar a expansão da indústria siderúrgica e implantou dois pólos petroquímicos, sendo um em São Paulo e outro na Bahia. Criou o PIS e, infelizmente, não foi bem sucedido na construção da rodovia Transamazônica, que deveria ligar Santarém a Cuiabá e Perimetral Norte. A obra foi abandonada e até hoje, 36 anos após, ainda é criticada pelos oposicionistas do período militar.

De 1974 a 1979, o país foi governado pelo general Ernesto Geisel que já deu início à preparação da transição, após o governo seguinte, para o governo civil. Geisel extinguiu o famigerado Ato Institucional Número 5 e primou seu governo para o chamado Desenvolvimento Integrado, conjugando os planos político, econômico e social.
Criou o Ministério da Previdência e Assistência Social e deu início à construção da hidrelétrica de Itaipu. Com esta obra e a inauguração da Barragem de Sobradinho, ele dinamizou a política energética brasileira.
Geisel também firmou acordo nuclear com a Alemanha, decretou a fusão dos estados da Guanabara e Rio de Janeiro e a divisão do Mato Grosso, criando o estado de Mato Grosso do Sul. Nessa época o Brasil já ocupava a oitava posição no ranking da Economia Mundial.

O general João Batista de Oliveira Figueiredo, o último general a dirigir os destinos do país, veio de uma família de tradição militar. Seu pai era o general Euclides de Oliveira Figueiredo. Após galgar todos os postos de comando do Exército, ele foi promovido em 1978 a general de Exército. No ano seguinte, e até 1985, foi eleito pelo Colégio Eleitoral como presidente do Brasil.
Em seu governo foram elaboradas estratégias mais agressivas para combate à crise energética e a ampliação das exportações. Porém, seu governo foi marcado pelo início e conclusão do processo de democratização, pela anistia e pela reforma partidária. Em 1986 o cetro do comando do país já se encontrava pacificamente nas mãos dos civis

De 1986 a 1990, com a morte de Tancredo Neves antes de assumir, quem herdou o cargo foi o maranhense José Sarney de Araújo Costa. Buscando contornar a crise econômica, Sarney montou uma equipe contrária à antiga política econômica do governo militar. Esta equipe criou o Plano Cruzado. No primeiro instante desse plano a inflação atingiu valores negativos, o consumo aumentou e os fundos aplicados foram lançados na economia.
Alguns meses mais tarde, a euforia de consumo levou o plano à falência. A estabilização forçada dos preços retraiu os setores produtivos e acabou fazendo com que os bens de consumo desaparecessem das prateleiras dos supermercados e das empresas. Muitos fornecedores passaram a cobrar um ágio sob a obtenção de determinados produtos.
A fuga das reservas motivou um processo de crise econômica marcado pela moratória, ou seja, o não pagamento dos juros da dívida externa brasileira. O controle dos preços foi eliminado e a inflação voltou a disparar. Mesmo ainda tentando novos planos (Bresser, 1987; e Verão, 1989) a economia brasileira não conseguia vencer seu problema inflacionário. No ano de 1989, a inflação anual já alcançava 1764%.
A ineficiência do campo econômico, só não ganhou maior destaque na época devido às movimentações políticas em torno da Constituição de 1988. Essa nova Constituição criou um grande problema judiciário devido à sua extensão e quantidade de detalhes. Muitos aspectos da economia e dos poderes instituídos foram prejudicados com o aspecto eminentemente burocrático da nova Constituição.

De 1990 a 1994, é eleito presidente do país Fernando Affonso Collor de Mello. A posse do novo presidente, em março de 1990, em meio à hiperinflação, foi acompanhada de novas medidas econômicas, organizadas pela ministra Zélia Cardoso de Mello - o Plano Collor. O cruzeiro, que tinha mudado para cruzado, voltou ao nome antigo. Em 1991 já emergiam sucessivos escândalos envolvendo membros do Governo. Ainda nesse ano ganhou força a política recessiva, ampliando o desemprego e a miséria da maioria da população. Já no início de 1992, Collor experimentava uma crescente impopularidade, impulsionada mais ainda pelo bloqueio da Poupança e com uma inflação sempre superior a 20%, com sinais preocupantes de elevação.
Em maio de 1992, Pedro Collor, irmão do presidente, acusou o ex-caixa da campanha presidencial, Paulo César Farias, de enriquecimento ilícito, obtenção de vantagens no Governo e, principalmente, de profundas ligações comerciais com o presidente. No mês seguinte foi instalada, no Congresso Nacional, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as acusações, o que acabou na primeira cassação de um presidente no país

Em 3 de outubro de 1992, o vice Itamar Augusto Cautiero Franco assume a presidência da República, inaugurando o primeiro mandato tampão pós governo militar. Itamar governou o país até 1994.
Recessão prolongada, inflação aguda e crônica e desemprego, levavam os brasileiros a uma situação de descrença geral nas instituições e de baixa auto-estima.
Itamar Franco se concentrou em arrumar o cenário que encontrara. Procurou realizar uma gestão transparente, algo tão almejado pela sociedade brasileira. Para fazer uma gestão tranqüila, sem turbulências, procurou o apoio de partidos mais à esquerda.
No governo de Itamar foi elaborado, como aparentou, o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário do Brasil: o Plano Real. Montado pela equipe do seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o plano visava criar uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente, o cruzeiro. Desta forma, cada URV correspondia a US$ 1. No governo de Fernando Henrique a URV veio a ser denominada “Real”, a nova moeda brasileira. O Plano Real foi eficiente, já que proporcionou o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação.

Entre 1994 e 1998, assumiu a presidência Fernando Henrique Cardoso. Ministro da Fazenda no governo anterior, ele deu prioridade à consolidação da estabilidade da nova moeda, evitando a todo custo a retomada das altas taxas inflacionárias. Promoveu a reforma da Constituição e, durante os dois primeiros anos, conseguiu manter a estabilidade econômica, dando lugar à frase que “agora todo brasileiro pode comer frango!
Quanto às outras reformas, Cardoso conseguiu que o Congresso aprovasse o fim do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, de exploração e refino de petróleo e sobre a malha ferroviária.
Ele entregou, segundo seus oposicionistas, grandes conquistas do passado nas mãos de empresas estrangeiras, como a telefonia, por exemplo. Acabou com o transporte ferroviário e, para piorar, criou a famigerada CPMF, que tributava toda movimentação financeira no país. O dinheiro dessa arrecadação forçada “democraticamente”, deveria ser aplicado na Saúde, mas não foi. No mais, FHC, como era chamado, aprovou a reeleição presidencial para um segundo mandato e, reeleito para a presidência de 1998 a 2002, acabou por sucumbir ante a bolha inflacionária que havia contido virtualmente com o Plano Real, provocando a maior onda de desemprego no país e grandes perdas salariais do trabalhador, que para não perder o emprego, teve de se submeter à vontade do patronato.
No seu segundo governo se instalava definitivamente uma nova praga no país: o MST (Movimento dos Sem Terra), formado por pessoas ditas trabalhadoras rurais, e que através de invasões e depredações do patrimônio alheio (e até do governo), lutam por terras, que segundo a mídia, após conseguidas, são vendidas.
Ao invés de combater o problema na raiz, FHC optou por aumentar o ITR, Imposto Territorial Rural, sobre terras ditas improdutivas, numa tentativa de promover uma Reforma Agrária que até hoje não saiu do papel. O que ficou de bom, segundo o site Acorda, Brasil foi justamente a desestatização e a Lei da Responsabilidade Fiscal.
"Nem sei como Fernando Henrique conseguiu fazer tantas privatizações. Nem sei como conseguiu aprovar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nem sei como conseguiu criar as Agências Reguladoras. Hoje, com a incrível deterioração das lideranças políticas, nada disso seria possível.E estamos caminhando, a passos largos, para a volta do governo todo poderoso. Do governo dono de tudo. Caminhamos para trás. Muito ruim". (Do site Acorda, Brasil, do jornalista José Roberto Doubek Lopes)

De 2002 a 2006, foi eleito, pela primeira vez na História do país, um ex-operário para presidente da República. Luís Inácio (Lula) da Silva, após sucessivas tentativas de chegar ao poder, finalmente conseguiu, trazendo novas esperanças ao sofrido povo brasileiro.
Com um discurso mais moderado que os que fazia antigamente, e um vice-presidente empresário, e do Partido Liberal, aliado a uma proposta de governo sem assustar o mercado, ou seja, agradando a gregos e troianos, Lula conseguiu vencer as eleições de 2002, ganhando do neoliberalismo tucano (PSDB). Seu primeiro governo teve como destaque o programa Bolsa Família e, como pontos negativos os escândalos de corrupção para votação de emendas pró-governo (escândalo do mensalão) e outros, além dos resultados aquém das promessas de campanha. Reeleito para um mandato de mais 4 anos (2006 a 2010), seu governo continuou o mesmo, e os escândalos políticos também. FHC foi o primeiro presidente pós 64 a se reeleger e Lula, o segundo. E os dois, segundo a mídia e material nos enviado por internautas, parecem ter inaugurado a Era do Presidente Turista, pois em seus mandatos permaneceram mais viajando por outros países. Um dos pontos mais positivos para a sociedade brasileira no governo Lula, é que a Polícia Federal nunca antes teve tanto poder de ação, e realiza assim um excelente trabalho. Mas o contraponto é o Judiciário, pois a PF prende e ele solta...

Entre 1945 e 1954, os vietnamitas travada uma guerra anti-colonial contra a França, e recebeu US $ 2,6 bilhões em apoio financeiro dos Estados Unidos. A derrota francesa em Dien Bien Phu o foi seguido por uma conferência de paz em Genebra, em que o Laos, Camboja, Vietnã e recebeu a sua independência e do Vietnã foi temporariamente dividido entre o sul anti-comunista e um comunista do Norte. Em 1956, o Vietnam do Sul, com o apoio norte-americano, recusou-se a realização das eleições unificação. Em 1958, a guerrilha comunista liderada conhecido como os vietcongues haviam começado a lutar contra o governo sul-vietnamita.
Para o apoio do governo do sul, os Estados Unidos enviaram dois mil conselheiros militares, número que cresceu para 16.300 em 1963. A condição militar se deteriorou, e em 1963 o Vietnã do Sul havia perdido a fértil Mekong Delta do Vietcong. Em 1965, Johnson escalada da guerra, começando os ataques aéreos ao Vietnã do Norte e comprometendo as forças terrestres, que somava 536 mil em 1968. A ofensiva do Tet em 1968 os norte - vietnamitas transformou muitos norte-americanos contra a guerra. O próximo presidente, Richard Nixon, defenderam vietnamização, a retirada das tropas americanas do Vietnã do Sul e dando uma maior responsabilidade para lutar contra a guerra. Sua tentativa de diminuir o fluxo de soldados norte - vietnamitas e suprimentos para o Vietnã do Sul através do envio de forças norte-americanas para destruir bases de abastecimento comunista no Camboja, em 1970, em violação da neutralidade do Camboja provocou protestos antiguerra nos campi universitários do país.
De 1968 a 1973 foram feitos esforços para acabar com o conflito através da diplomacia. Em janeiro de 1973, um acordo alcançado e as forças E.U. foram retirados do Vietnã e prisioneiros de guerra E.U. foram liberados. Em abril de 1975, o Vietnam do Sul se rendeu ao Norte e o Vietnã foi reunificado

artes marciais vietnamitas desenvolveram-se sobretudo num contexto de defesa aos ataques estrangeiros recebendo, simultaneamente, influências da ocupação estrangeira, sobretudo dos chineses. Ao longo de vários séculos com lutas civis, mudanças de dinastias, conquistas estrangeiras e guerrilhas variadas os mestres de artes marciais de origem vietnamita utilizaram os conhecimentos que possuíam das artes marciais chinesas e desenvolveram uma forma única e particular de arte marcial. Estas artes marciais eram utilizadas pelos reis vietnamitas no treino das suas tropas e na defesa nacional contra as invasões. As famílias de clãs e os templos budistas também cultivaram uma variedade de estilos para defesa pessoal em disputas nacionais.
Origem histórica
É difícil definir com precisão a data da formação das artes marciais vietnamitas. No fundo, nascem com a história do próprio país e do imperador Hung Vuong I. Este imperador funda a dinastia Hồng Bàng que dura de 2879 a 258 a.C. A origem da arte marcial vietnamita situar-se-á por aí, contendo, portanto, mais de quatro mil anos de existência. Teremos de ter em conta que o imperador Hung Vuong e a sua dinastia situam-se numa parte pré-histórica e mitológica da história do Vietnam, sendo que a realidade é bastante difícil de discernir num tempo tão remoto. Por isso, em vários livros de história do Vietnam esta dinastia não chega a ser sequer considerada.
Pinturas encontradas em cavernas no norte do Vietnam descrevem cenas de luta com armas. Para além das cenas de luta com mãos vazias, há registros do uso de machados, pequenos sabres, lanças e paus longos e curtos.
O Vietnam define-se oficialmente como país em 200 d.C. Apesar da problemática relação com a China, muita da cultura vietnamita assim como pensamento filosófico provém precisamente daí. Isso seria inevitável já que a China foi o grande pólo dinamizador cultural no extremo-oriente.
A criação do Viet Vo Dao
Desde o século 11 que existia uma academia de artes marciais na capital vietnamita Thang Long, hoje conhecida por Hanói. Nessa altura o país encontrava-se entre a dinastia Ly (1010-1225) e a dinastia Tran (1225-1400). Em 1284, o general Tranhung Dao reúne todos os dirigentes das escolas de artes marciais vietnamitas para informá-los da ameaça de invasão dos mongóis e rogar-lhes que se unam. Como resultado desta junção, todas as técnicas puderam ser apresentadas e codificadas num todo homogêneo. A designação dada a estas homogeneização marcial era inicialmente Vo Thuat (a arte do combate de mãos) sendo mais tarde denominada Viet Vo Dao 越武道 (“o caminho vietnamita das artes marciais”, sendo que outra interpretação possível é de “o caminho supremo das artes marciais” visto que viet 越, que deriva do nome “Vietnam”, significa “supremo”). A eficiência desta arte marcial conferiu ao Vietnam a célebre vitória sobre os mongóis.
Quando o Vietnam se separou em diversos estados, vários estilos marciais foram criados. Durante a rebelião de Tay Son (1771-1788), uma guerra civil entre vários estados, muitos conceitos marciais foram desenvolvidos. A província de Binh Dinh, onde os rebeldes tinham as suas bases, é ainda hoje um espaço de reunião entre artes marciais.
Entre 1858 e 1884, o Vietnam sofreu a colonização francesa. As artes marciais foram proibidas neste tempo mas desenvolveram-se secretamente.
As vertentes
Em 1938 Nguyen Loc cria uma escola de artes marciais onde ensinava Vo Thuat, termo que se refere às artes marciais vietnamitas de uma maneira genérica. Mais tarde desenvolve um estilo ao qual chama Vovinam. Muita da emergência de escolas de artes marciais vietnamitas desenvolve-se na seqüencia dos ensinamentos de Nguyen Loc. Outras, contudo, praticam os mais diversos estilos.
Até a data há registro de 70 escolas de Viet vo dao por todo o mundo. Fica aqui essa lista exaustiva:


1. Bach My Phai
2. Bach Ho Quyen
3. Chau Gia Duong Lang Nam Phai
4. Con Luan
5. Dai Bang Phai
6. Dau Vo Dai
7. Dong Viet Dao
8. Hac Ho Quyen
9. Han Bai
10. Hau Quyen Trung Dung Dao
11. He Phai
12. Hiep Khi Vo Dao
13. Hoa Long Vo Dao
14. Hong Gia
15. Huynh Long Phai
16. Kim Ke
17. Kim Long
18. La Han Quyen
19. La Son Phai
20. Long Ho Hoi
21. Long Qing Phai
22. Mei Hoa Quyen
23. Minh Long
24. Nam Hai Vo Dao
25. Nam Hong Son
26. Nam Phai Duong Lang
27. Nga My Phai
28. Nga My Son Phat Gia Quyen
29. Nom Tong
30. Qwan Ki Do
31. Sa Long Cuong
32. Tay Son Nhan
33. Thieu Lam
34. Thieu Lam Nam Phai
35. TRAN SU VO VIET
36. Trung Son Vo Dao
37. Truong Vo Thuat
38. Vat Lieu Doi
39. Viet Vo Dao
40. Viet Vu Dao
41. Vinh Xuan Quyen
42. Vo An Vinh
43. Vo Bac Ninh
44. Vo Binh Dinh
45. Vo Cuu Long
46. Vo Da
47. Vo Dao Vietnam
48. Vo Hoang Nam
49. Vo Lam
50. Vo Lam Son
51. Lam Son Vo Dao
52. Vo Nha Chua
53. Vo Nhat Nam
54. Vo Quang Binh
55. Vo Quang Nam
56. Vo Song Be
57. Vo Tan Kanh
58. Vo Tay Son
59. Tay Son Nhan
60. Vo Thanh Long
61. Vo That Son
62. Vo Thuat Y Quyen
63. That Son Than Vo Dao
64. Nga My Son Phat Gia Quyen
65. Vo Tong Hop
66. Vo Trung Hoa
67. Vo Dao Trung Hoa
68. Vo Duong Cay Lau
69. Vo Viet Nam
70. Vovinam
71. Vu Dao


72. Hiep Khi Dao ( Ramificação Brasileira)
ESPLICAÇÃO E ENSINAMENTO


Os ensinamentos do HIEP-KHI-DAO devem servir como guia a todos os verdadeiro estudantes da arte.
Os estudantes do HIEP-KHI-DAO devem tentar colocar em prática juntamente com a etiqueta, o seguinte:
1°- Promover o espírito de concessão única;
2°- Ficar envergonhado do desprezo maldoso de uma pessoa perante a outra;
3°- Ser educado um para com o outro;
4°- Encorajar o senso de justiça;
5°- Distinguir o instrutor do aluno;
6°- Ter respeito e reverenciar ao mestre sempre que o encontrar;

MANUAL DA CONDUTA E TREINAMENTO DO
HIEP-KHI-DAO –

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Acredito que a disciplina e a liberdade deveriam ser compreendidas por todos os participantes do HIEP-KHI-DAO, que o propósito destas regras é primeiramente assegurar o máximo em benefícios tocante ao estudo do HIEP-KHI-DAO.
HIEP-Montanha
KHI-Energia
DAO-Caminho
(Caminho das Energias Montanhosas)


JURAMENTO DO HIEP-KHI-DAO

EU PROMETO
Observar as regras do HIEP-KHI-DAO e manter a seriedade.
Respeitar os instrutores e seus superiores, sendo reverente, nuca fazer mal uso do HIEP-KHI-DAO, nem ter atitude grotesca.
Ser observador, procurando sempre ser justo, em nome do HIEP-KHI-DAO.
Construir um mundo mais pacífico, sempre com a verdade à frente.
Empenhar-se no bem e nunca no mal, cultivando a verdade e ignorando a mentira.
Nunca admitir a violência, buscando preceitos morais e ideológicos de honra e justiça a fim de se criar uma sociedade saudável e pacífica.
Trabalhar a fim de estabelecer a harmonia entre todos as pessoas, independente de raça religião ou fronteiras políticas, porém alerta em relação àqueles que se dedicam ao mal.
Respeitar e dedicar-se à natureza de tudo quanto vive.


NORMAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS

As normas que agora se seguem, destina-se a todas entidades e praticantes do Hiep-Khi-Dao, com o intuito de estabelecer normas e procedimentos básicos de conduta técnica, ética disciplina e moral, e será supervisionada diretamente pelo fundador ou presidente da FHKD no Brasil.
incline-se diante das bandeiras nacionais e da FHKD, aos instrutores, sempre que entrar ou sair da academia. Isto demonstra respeito e modesta.
Nunca dirigir-se primeiramente ao mestre, e sim, aos auxiliares e assistentes.
Seja assíduo e não entre ou saia da aula sem permissão do seu instrutor. Os outros sem motivos justificados, serão atos de indisciplina.
Os estudantes devem sempre se inclinar antes de se dirigir ao Mestre ou ao instrutores, auxiliares e assistentes, usando palavras de respeito em quanto falarem, tais como: com licença, sim senhor, não senhor, atc... E nunca interrompe-los enquanto estiverem falando ou fazendo qual quer atividade.
Deve procurar participar de cursos, seminários, campeonatos, demonstrações e exames de cap (FAIXA), quando atingirem o tempo máximo e condições técnicas, visando constantemente o seu aprimoramento técnico e colaborar com o seu sistema de ensino.
Presume-se que todos os praticantes de HIEP-KHI-DAAO sejam corteses e compreensivos. Dos alunos mais antigos ou graduados esperamos que propiciem um bom exemplo aos iniciantes e que auxiliem os mesmos onde quer que se faça necessário.
Conversas em vos alta, risos em excesso, uso de bijuterias (anéis, brincos, pulseiras, correntes, relógios, etc.) e uso de goma de mascar não tem lugar numa escola de HIEP-KHI-DAO.
Seu uniforme deverá está sempre limpo e completo, portanto, os símbolos oficias que se façam necessários devem ser utilizados; não sendo permitido outro tipo de uniforme que não seja o modelo padrão usados nas escolas de HIEP-KHI-DAO de todo Brasil.
É primordial a higiene, mantendo as unhas aparadas e limpas, cabelos presos, mantendo anseio corporal e evitando o uso de perfume ou desodorantes fortes, visando desta forma o bem estar da academia em geral, e promover a saúde.
Qualquer assistente ou instrutor substituto deverá ser tratado com igual consideração e respeito ao seu instrutor habitual.
Qualquer desrespeito ao instrutor, assistente de instrutor, auxiliares, entidades dirigentes e mestre, e até mesmo em relação a outros esportes, são considerados atos de disciplina e possíveis de punição.
É proibido a prática do HIEP-KHI-DAO, seu ensino, ou demonstrações que não sejam autorizadas pela entidade dirigente responsável ou seu instrutor, de acordo com o seu regulamento específico.
Quanto à execução do exame de faixa, somente poderão ser realizados com a presença do Mestre ou de representantes oficias devidamente credenciados de acordo com os estatutos da entidade.
Não se comprometa com qualquer atividade que possa degradar o código ético e moral do HIEP-KHI-DAO ou a representação do seu Mestre ou Instrutores.
Troféus ganhos em competições ou campeonatos devam ser expostos na academia.
É proibida a participação de qualquer atividade presidida por outra entidade ou academia que não seja registrada em federação do gênero.
Nuca use seus treinamentos ou lutas, como maneira de descarregar as suas atividades trazidas de fora da academia, e sim, aprenda canalizá-las transformando-as em energias positivas.
Os pagamentos a uma escola de HIEP-KHI-DAO deverão ser efetuados como em qualquer est5abelecimento de ensino superior.
O aluno quando retornar de período de ausência deverá antes de voltar aos treinos, procurar a tesouraria e se regularizar, caso contrario não assistirá aula.
Ações disciplinares serão tomadas em relação aos transgressores das presentes normais. As punições podem variar de acordo com a diretoria executiva da FHKD no Brasil.
As penalidades são as seguintes:
Advertência verbal ou simples;
Advertência por escrito ou grave;
Rebaixamento do seu grau;
Suspensão (após reunião da diretoria);
Expulsão de qualquer sistema Sino-Vietnamita.

O presente manual poderá ser acrescido de outras normas que se fizerem necessárias por decisão dos representantes oficias da FHKD no Brasil.

VAN SON LIEN HOA

ORDEM BUDISTA VIETNAMITA FLOR DE LOTUS DAS MIL MONTANHAS

TEMPLO LO HAN SSU DA TRADIÇÃO BUDISTA TRUC LAM PHAT GYAO
MONGE TUE HO ANSELMO BEZERRA

Documento de Transmissão do Nome Monástico

Nome do acólito Jose Ferreira da Silva Filho

Graduação religiosa (Unsui )
Yi qian xué sheng (discípulo antigo)

Nome monástico Kou Yuhe
Significado Portal Sagrado da Cura

Critério para a escolha: O mestre se baseou no fato de o acólito ser terapeuta oriental.


Monge Superior Monge Tue Ho Anselmo Bezerra
Endereço do Templo responsável – Trav Prof Jose Maria de Mello 184 Valparaiso Petrópolis Rj
Tel 24 2237 0153 email: tueho@uol.com.br